ESCOLA SECUNDÁRIA COM 3º CICLO DE AMORA
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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Saúde, desporto, inglês e sentido de humor

Pequeno excerto do portefólio da candidata em processo RVCC, integrado no núcleo de Saúde, CLC - língua estrangeira.

"The gym that I chose among many others and one situated near my house, was the Fitenergy. I did not know whether it was the best or not but the name in English pleased me ... Fit=good shape Energy=Energy, it was what I needed at the time.
(...)
When I arrived at the gym for the first class, it seemed that we were in London, I only heard the people talk about: body-step, spinning, cardio-fitness, body-pump, abbs and body-jam. It was a new world of exercises and it was not necessary any translation. These words are part of the vocabulary used in this environment. It was a good start for me, I could not know how to do the exercise, but the names I could say well!"



Andreia Luís - Processo RVCC - Nível Secundário

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Excertos de Portefólios de Adultos em Processo

"A qualidade de vida que se goza na aldeia, desde a água cristalina ao ar puro da serra, os bons legumes e todos os produtos da região, a calma que com que se vive lá, o equilíbrio social e ecológico que a caracteriza, são factores de atracção para mim e para muitos que desejam voltar para poderem desenvolver as suas actividades longe dos grandes centros urbanos, embora todos saibamos que é um sonho difícil de concretizar pela desertificação, pela dificuldade da agricultura artesanal, mas mesmo assim há muitos a tentar.
O retorno às origens é um sinal claro da necessidade de preservar a identidade, é neste ponto que as aldeias têm um valor que em muito ultrapassa a sua dimensão sócio – económica.
A aldeia continua a ser um ponto de referência, tanto para os que lá nasceram e de lá partiram, como para os que não tendo nascido lá, por razões de laços familiares a elas estão ligadas.
Numa aldeia anda-se a pé para o trabalho, para a mercearia, para a casa dos familiares, para a igreja, o mesmo não acontece na cidade, perdemos horas em transportes para nos deslocarmos, muito embora seja nos grandes centros que estão as oportunidades para tudo: trabalho, educação, cultura, etc.
Mas o stress em que vivemos na cidade leva-nos a pensar se valeu a pena termos partido e deixado para trás as nossas origens, se não teríamos sido outras pessoas, mais felizes e com mais qualidade de vida, se tivéssemos ficado e desenvolvido o interior hoje teríamos um país melhor.
As políticas erradas dos últimos cinquenta anos, que levaram a que o interior ficasse desertificado e os centros urbanos ficassem com excesso de população, tornam o dia-a-dia excessivamente mecanizado, tornando os seres humanos menos humanos.
Muitos dos nossos vizinhos não os conhecemos e nem há o hábito de nos cumprimentarmos, em muitas pessoas não há o menor sentido de comunidade.
Vou transcrever um poema de Carlos Drummond de Andrade que retrata bem a solidão das cidades … "

A Bruxa
"Estou cercado de olhos,
De mãos, afectos, procuras
Mas se tento comunicar-me
O que há é apenas a noite
E uma espantosa solidão. "

Maria da Guadalupe Rodrigues (Em processo RVCC de Nível Secundário)


"A Lisnave também teve efeitos negativos, poluiu os terrenos onde estava implantado o estaleiro e penso que ainda está, espera-se que seja despoluído antes de lá construírem. Durante muitos anos, os moradores das proximidades do estaleiro foram muito prejudicados com a poluição e os ruídos.
Os prédios que foram construídos ao longo dos anos e as queixas dos moradores, em boa parte contribuíram para que a reparação naval fosse transferida para a Mitrena, onde já havia um estaleiro.
O estuário do Rio Tejo também foi bastante prejudicado com o estaleiro, devido à poluição natural e acidental, durante muitos anos.
Oficialmente, e talvez legalmente, porque não haveria legislação ou se havia não era cumprida a grenalha, que é um produto metálico utilizado para decapar o costado dos navios, depois de utilizado, ficava no fundo da doca. Os navios, depois de estarem decapados, eram pintados, muitos deles com tintas venenosas. Os restos das tintas, diluentes e outras matérias poluentes envolviam-se na dita grenalha, que era, posteriormente, transportada num batelão e descarregada no Rio Tejo, frente a Cacilhas. Esta operação repetiu-se durante anos e tudo e todos a assistir, impávidos e serenos. Tantas vezes me interroguei e comentei com os meus colegas: «onde andam as Autoridades Marítimas?». Para bem do Tejo, a Lisnave foi transferida para a Mitrena, onde já existem outras condições, inclusivamente a água das docas antes de ser devolvida ao Rio Sado, passa por uma estação de tratamento.
Outras medidas também foram tomadas, em termos legislativos e de fiscalização. O que veio pôr termo aos esgotos domésticos que eram conduzidos para o rio sem tratamento. Muito foi feito para contrariar esta situação. Já se construíram estações de tratamento e foi metida tubagem submersa para que os esgotos, depois de tratados, sejam lançados no Oceano Atlântico.
As embarcações que navegavam nos rios e na costa descarregavam alguns esgotos directamente para a água. Hoje, felizmente, nada disso se faz. As casas das máquinas e outros compartimentos dos navios, que tenham óleos ou águas sujas, são esgotados para recipientes próprios e conduzidos para as estações de tratamento.
Com as novas tecnologias hoje é possível, por radar e via satélite 24 sobre 24 horas, controlar todos os movimentos e localização dos navios que navegam na nossa costa e detectar possíveis derrames ou esgotos acidentais ou ocasionais. Os Senhores Comandantes e outros tripulantes, ao terem conhecimento das consequências e das pesadas coimas não arriscam."

José Rodrigues
(Em processo RVCC de Nível Secundário)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Portefólio reflexivo de aprendizagens

De regresso a Portugal, entrei para um novo curso de formação de marinheiros, com duração de seis meses; mais uma vez aqui o curso foi bastante exigente a nível físico e académico. (...)Durante este curso de formação de marinheiros, recebi formação, no sentido de me tornar chefe de equipa de uma secção de atiradores de Fuzileiros.








Durante o curso fizemos inúmeros exercícios, desde carreiras de tiro, marchas tácticas militares, incursões anfíbias em botes e lanchas de desembarque, inúmera formação teórica, pistas de combate, pistas de lodo e diversas provas de atletismo muito exigentes a nível físico.
Sem dúvida, que o exercício mais complexo que treinávamos era o de tiro, pois envolvia estritas regras de segurança, pois estava em causa o manuseamento de armas de fogo, que, como todos nós sabemos, à mínima distracção podem provocar um acidente muito grave, se não mesmo matar um ser humano, por isso tínhamos formação sobre regras de segurança com armas de fogo real, esta era ministrada por parte de um formador habilitado para o efeito com vários conhecimentos sobre armas, o qual tínhamos de escutar com o máximo de interesse e atenção possível para prevenir o tão indesejável erro humano, por isso ouvia atentamente o seu discurso, no sentido de receber a melhor formação possível. Depois de termos aulas sobre uma determinada arma, em que aprendíamos a constituição e o nome das suas peças, assim como o seu manuseamento, éramos "brifados" para o exercício de tiro real, e quando íamos para a carreira de tiro tínhamos uma palestra sobre como iria ser o referido exercício e suas regras de segurança.




José Diogo




"Na especialidade de comunicações, antigamente utilizava-se o morse acústico, como forma de comunicar entre navios e unidades terrestres. Hoje em dia utiliza-se o morse luminoso, procedimento visual (bandeiras), e o mais usado, o rádio e a transmissão e recepção de mensagens através de frequências militares. Antigamente usava-se uma máquina para receber mensagens de nome teleimpressora, na qual as mensagens vinham codificadas e tinham de se descodificar uma a uma, o que demorava tempo e exigia muitas horas de treino. Hoje em dia apenas usamos essa máquina em caso de emergência, ou de falhas do sistema mais recente. Nos dias de hoje recebemos mensagens com muito mais facilidade. Existem máquinas que decifram automaticamente as mensagens cifradas, que caem no terminal principal, um computador normal que contem um programa militar de mensagens de nome 'most4 for ships'."



Ricardo Soares